Lançamento do DVD "Maria Aragão e a organização popular"

Data: 
Sab, 05/04/2014 - 09:00 - 12:00
Local: 
ENFF - Guararema, SP

Dia 05 de abril às 9h realizaremos o lançamento do DVD "Maria Aragão e a organização popular", produzido pela Editora Expressão Popular e a Escola Nacional Florestan Fernandes, com a participação de Cecília Luedemann (Expressão Popular) e Djacira Araujo (ENFF).

Confirme a sua presença pelo e-mail: secgeral@enff.org.br

 

Ciclo de Debates "A atualidade da luta de classes na Venezuela", com Diego Ferrari (FPDS-CN - Argentina), Igor Fuser (UFABC) e Robert Torrealba (Cônsul da Venezuela)

Data: 
Sab, 22/03/2014 - 09:00 - 12:00
Local: 
ENFF, Guararema, SP

No próximo sábado (22/03) a ENFF estará realizando mais um ciclo de debates. O tema da reflexão é ATUALIDADE DA LUTA DE CLASSES NA VENEZUELA, com a presença de Diego Ferrari (FPDS-CN, Argentina), Igor Fuser (UFABC) e Robert Torrealba (Cônsul da Venezuela).

Confirme a sua presença pelo e-mail: secgeral@enff.org.br

Haverá certificado de participação.

29.março - Visita à ENFF e Ciclo de debate “ 50 anos do Golpe Militar no Brasil: resistências e retrocessos."

Data: 
Sab, 29/03/2014 - 08:30 - 15:00
Local: 
ENFF, Guararema, SP

Car@ Amig@,


A Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes convida para a próxima visita coletiva à Escola, no dia 29 de março 2014, sábado.

Para quem ainda não conhece esse projeto, a visita vai colocá-lo diante de uma nova realidade concreta, construída, de forma coletiva, pelo trabalho voluntário de centenas de trabalhadores sem terra e de simpatizantes.

Boletim da Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes - Número 6

Boletim da Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes - Número 6

Michael Löwy fala aos alunos da ENFF

No último dia 30 de novembro o pensador marxista Michael Löwy visitou a Escola Nacional Florestan Fernandes, quando palestrou aos alunos sobre o marxismo na América Latina. Löwy enfatizou as leituras feitas por diversos autores em todo o continente, com destaque para o peruano José Carlos Mariátegui, a quem comparou, em nível de importância, a Walter Benjamin e Antonio Gramsci.

“Mariátegui demonstrou que entre os incas, longe do topo do império, havia estruturas comunais que poderiam ser adequadas a uma revolução popular, mas o PC Soviético preferiu defender a tese de que primeiro seria necessário desenvolver a burguesia local”, defendeu.

Franco-brasileiro radicado em Paris, Michael Löwy é Diretor de pesquisas emérito no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. Esteve no Brasil no último mês de novembro para o lançamento do seu livro “O Capitalismo Como Religião”, organização de textos inéditos em português escritos pelo pensador marxista alemão Walter Benjamin, e aproveitou para visitar a ENFF. 

“Sempre que venho ao Brasil participo das atividades da Escola Nacional Florestan Fernandes. É uma experiência única de pedagogia popular e formação de quadros de movimentos sociais num espírito crítico, de formação para a autoemancipação dos trabalhadores do campo. É uma experiência muito instigante e de ponta, tanto do ponto vista pedagógico quanto do político. A Escola é uma verdadeira sementeira de militantes, de lutadores”, afirmou Löwy.

ENFF REFORMA CIRANDA INFANTIL

Nesse ano de 2013 a Ciranda Infantil Saci Pererê completa 7 anos de existência e nesse momento está em processo de reforma de sua estrutura física com o apoio do comitê de amigos do MST da França. Dois companheiros militantes do MST (1 do Paraná e 1 do Rio de Janeiro) contribuem com a reforma do nosso espaço infantil.

            O recurso recebido vai possibilitar reformar toda a infraestrutura física da Ciranda, inclusive seu parquinho; no entanto, estamos precisando de ajuda no sentido de organizar o interior da ciranda, com brinquedos educativos (jogos, bonecos, blocos de montar, e toda diversidade de brinquedos para a faixa etária de 0 a 12 anos), materiais didáticos e pedagógicos para trabalhos educativos (tinta guache, pinceis, lápis de cor, giz de cera, massa de modelar, cartolina, papel, fita adesiva, cola etc.) e outros materiais importantes como roupas, fraldas, lenços, etc.

A Ciranda foi inaugurada no dia 04 de novembro de 2006. Nesse espaço as crianças Sem Terrinha de todo o Brasil e América Latina contam histórias, brincam e conhecem as diversas realidades de nosso país e do mundo. É um espaço que busca desenvolver as práticas educativas com as crianças enquanto as mães e pais estão estudando ou trabalhando na Escola. Tem como objetivo trabalhar as várias dimensões do ser criança Sem terrinha, como sujeito de direitos, com valores, imaginação, fantasias e personalidade em formação.

           Busca contribuir no desenvolvimento da criança de 0 a 6 anos, de forma integral, incentivando o hábito da leitura, o desenvolvimento psicomotor e o gosto pelas artes, por meio de oficinas de contação de histórias, oficinas de arte-educação (pintura, teatro, recortes e colagens, desenhos, esculturas) e de brincadeiras e jogos cooperativos, que possibilitem à criança se integrar ativamente em um coletivo, estimulando o aprendizado da criatividade e da cooperação.

            A Ciranda é um lugar de criação, de invenção, de recriar, de imaginar, e também se configura em espaço de construção do coletivo infantil, no qual as crianças aprendem a dividir o brinquedo, o lápis, o lanche, a luta, o compartilhar a vida em comunidade. Assim, as crianças vão se constituindo como sujeito lúdico, resignificando seu brincar e sua experiência cultural.

            Na Ciranda Infantil Saci Pererê busca-se construir uma leitura de mundo transformadora, a partir do diálogo com as crianças Sem Terrinha, cultivando os valores do amor à terra, da solidariedade, do companheirismo, do estudo e do respeito às diferenças, para assim, possibilitar a construção de um mundo que vise a verdadeira emancipação humana.

            Contamos com o apoio dos amigos e amigas da Escola Nacional Florestan Fernandes, para que possamos fazer uma reinauguração da Ciranda Infantil Saci Pererê à altura do que lutamos e desejamos para nossas crianças.

As contribuições podem ser encaminhadas para a AAENFF ou para a ENFF. Dúvidas ou esclarecimentos sobre a campanha ou sobre como encaminhar as doações, entrar em contato com Daiane, através do email pedagogico@enff.org.br.

 

1000 associados apoiam a ENFF

    A Associação dos Amigos da Escola Florestan Fernandes atingiu em 2013 o número de 1000 associados!

   Esse número tem significado prático e simbólico, pois indica que avançamos em nosso propósito de contribuir para a continuidade de um projeto de educação popular e formação política que conquista os que o conhecem e acreditam na transformação social, assusta as elites e os conservadores e reforça nosso compromisso em ampliar a base de apoio à ENFF.

    Construída material e simbolicamente por companheiros de diversas partes do mundo, a ENFF tem um projeto político e pedagógico orientado para a educação popular e a formação de quadros para os movimentos sociais. Com a criação da Associação dos Amigos, a ENFF mostra seu empenho em ampliar as relações políticas com movimentos sociais, militantes e cidadãos que querem de alguma forma contribuir com projetos de transformação social.

    Sejamos imprescindíveis, como escreveu o poeta e revolucionário Brecht.

    Para quem já contribui com a Associação expressamos nosso agradecimento e a certeza de que a participação de cada um tem sido fundamental.

    Para os que ainda não se associaram, sempre é tempo. Nossas campanhas são permanentes e, agora que reunimos 1000 associados, daremos continuidade ao trabalho de divulgação da ENFF e de busca de novos apoios.

    Continuemos nossa luta animados pelas palavras de Florestan Fernandes assumidas pela ENFF: “Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres”.

    Sejamos intransigentes no apoio à educação popular e formação política realizadas pela ENFF.

    Contamos com você na Associação dos Amigos da ENFF

 * Mais informações estão disponíveis no site: www.amigosenff.org.br   

A voz dos sócios

Aqui é o espaço de comunicação entre você e a AAENFF, escreva para nós, dê sua opinião, sugestão e ajude-nos a fortalecer ainda mais a comunicação! boletim@amigosenff.org.br

A AAENFF tem mais um canal de comunicação com você, entre no nosso perfil no Facebook.

 ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES 

Rua Abolição, nº167, Bela Vista, São Paulo/SP, Cep: 01319-030, Brasil

Telefones: (55.11) 3105-0918 / 99454-9030

www.amigosenff.org.br - associacao@amigosenff.org.br

Boletim da Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes - Número 5

O capitalismo tornou a vida no planeta insustentável, afirma Ceceña em palestra na ENFF

    O risco de destruição da vida no planeta em conseqüência do desastre ambiental provocado pelo capitalismo foi o tema da palestra da cientista política Ana Ester Ceceña, professora da Universidade Nacional Autônoma do México, na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, no sábado, dia 23 de novembro.

    “O capitalismo já ultrapassou o ponto de sustentabilidade”, enfatizou Ceceña, ao apresentar os dados assustadores, divulgados pela comunidade científica mundial, sobre as dimensões do aquecimento global e sua relação com as catástrofes climáticas, como o recente tufão nas Filipinas. “Precisamos lutar contra esse sistema não só porque não gostamos dele, mas, principalmente, porque ele está nos impedindo de continuar vivendo, a humanidade e todas as demais espécies do planeta.”

    Para a pesquisadora, integrante da equipe de professores da ENFF, a ação predatória do capitalismo global atingiu uma dimensão tão perigosa que hoje se tornou uma tarefa prioritária para a luta dos trabalhadores defender a sobrevivência do planeta e de sua biodiversidade.  

    “No século 20, o confronto principal ocorria a partir de uma lógica de classe contra classe, com um lugar central para a classe operária”, disse Ceceña. “A modalidade capitalista contemporânea desloca isso. O sujeito proletário é muito mais amplo. Hoje temos um  sujeito múltiplo”, assinalou, mencionando a existência de uma imensa variedade de setores sociais que se mobilizam contra a devastação ecológica e social provocada pelas empresas capitalistas.

    Segundo ela, essa ampliação do leque de atores sociais engajados na luta anticapitalista está estimulando o surgimento de novas propostas, de conteúdo descolonizador, que complementam o pensamento construído com base no conceito de classe social. “A própria cosmovisão indígena nos aporta elementos importantes para o momento atual da luta dos povos”, enfatizou. Um exemplo, segundo ela, é o conceito do “bom viver”, praticado pelos povos originários das regiões andinas, em que a idéia de felicidade está associada ao objetivo de “uma vida plena”, em harmonia com a natureza e com a comunidade.

   Também presente à mesa do auditório Rosa Luxemburgo, na ENFF, a socióloga Vivian Urquidi, professora da Universidade de São Paulo (USP), analisou a evolução do conceito de direitos humanos na América Latina, desde a visão liberal do século 19, com o foco na defesa do indivíduo perante o Estado, até o avanço gradativo de uma visão mais ampla que enfatiza os direitos coletivos e as questões de gênero.

    “A Revolução Mexicana (1910-1919) foi a primeira a colocar os direitos sociais em primeiro plano”, lembrou Urquidi. Hoje, graças às lutas sociais, ganhou espaço uma concepção menos individualista. “Comunidades inteiras também são consideradas como sujeito de direitos”, disse. “Dessa maneira, abre-se a possibilidade de outros tipos de democracia, de uma nova relação com a natureza e de uma ética diferenciada no cenário internacional.”

    Cerca de 150 pessoas participaram do evento. Entre elas, grupos de estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), além de alunos da ENFF procedentes de vários estados brasileiros e de outros países latino-americanos, como Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guatemala e Haiti.

Boletim da Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes - Número 4

O teórico marxista Leo Panitch dá palestra para mais de 200 pessoas na ENFF      Um dos grandes pensadores da esquerda em todo o mundo, o canadense Leo Panitch, analisou o cenário da luta de classes internacional em palestra na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) no sábado, dia 5 de outubro.